Musicoterapia: Marina and the Diamonds

Dizem que mentes pequenas discutem pessoas. Se for verdade, então a minha é minúscula, pois adoro falar de gente, conhecer estórias de gente, discutir o que faz a gente ser a gente (meu namorido diz que eu deveria ter feito um curso de Humanas, inclusive rs).

Além de estudar as biografias dos meus artistas prediletos e compará-las com as letras dos álbuns que eles produziram em cada fase de suas vidas, adoro quando percebo semelhanças entre eles e eu. Principalmente quando me identifico com cantoras da minha idade que estão passando pelas mesmas mudanças que eu (olha o Retorno de Saturno aí, gentchy! hahahaha)

Uma dessas cantoras é a Marina Diamandis, aka Marina and the Diamonds. O CD que ela lançou este ano, “Froot”, está absolutamente MARAVILHOSO!!! Teve muito crítico que não curtiu o fato de não existir um “tema fixo” no álbum. Discordo… ele está refletindo exatamente o que é parar para refletir sobre a sua vida enquanto mulher perto de completar 30 anos: os desejos, os desapegos, as incongruências, tudo tudo tudo.

Achei lindo. Achei maduro. Principalmente esta canção, que reflete muito o que tenho experienciado e discutido em terapia: é hora de “colocar o meu dinheiro na minha própria boca” (meu verso favorito!!!), perdoar e esquecer o que passou. Para abraçar a próxima década com todo meu ser.

Solta o som, Marinão ❤

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#somostodoscrianças

“Grown-ups don’t look like grown-ups on the inside either. Outside, they’re big and thoughtless and they always know what they’re doing. Inside, they look just like they always have. Like they did when they were your age. Truth is, there aren’t any grown-ups. Not one, in the whole wide world.” (Neil Gaiman, em “O Oceano no Fim do Caminho” – um livro pendente na minha estante, aliás)

De uns tempos para cá algumas fichas vêm caindo em minha vida, a respeito de praticamente tudo; por exemplo, algumas coisas aparentemente desconexas no passado finalmente começaram a fazer sentido e se encaixar na minha vida. Esotéricos dizem que se trata do Retorno de Saturno, os céticos diriam que é tudo uma questão hormonal… mas que não tenho mais sido a mesma ultimamente, isso é indiscutível.

Uma das grandes “sacadas” foi a de que ninguém, absolutamente NINGUÉM, sabe o que está fazendo da sua vida; se diz que está, ou fala da boca para fora ou está tentando se convencer disso. É mentira. Repartições de prefeituras e setores de multinacionais estão aí para provar isso. Se você não acredita em mim, é porque nunca precisou encarar nenhum dos dois.

Perto de chegar aos 30, próxima de conseguir um título acadêmico e planejando um futuro a dois com meu namorido, percebi que aquilo que pensava quando mais nova, de que as pessoas “crescem”, não acontece tão exatamente assim: compramos uma casa, um carro, temos nossas crianças, mas ainda continuamos a ter de controlar nossa própria criança birrenta e mimada que muitas vezes toma decisões burras por conta do ego. O “deixa, eu cuido disso” e “não se preocupe, sei o que estou fazendo” é dito da boca pra fora: no fundo, a pessoa que se mostra valente tá é se borrando nas calças.

Por outro lado, se as crianças possuem a teimosia e a birra, elas também carregam a capacidade de perdoar com facilidade e não ver os preconceitos que os ditos “adultos” enxergam. Então por que nós, crianças eternas, deixamos isso que é tão bonito e bom morrer e ficamos só com a parte ruim da coisa toda? Talvez, se cada um de nós pudesse reconhecer dentro de si a criança que possui, e com isso buscasse enxergar além, o mundo poderia ser um lugar bem melhor.

Just sayin’.